Aulas poéticas
Aulas poéticas
1ª Edição
Ano 1997
Autora
Jornalista Fatima Soares (Fatima Maria de Jesus Chaves Horta)
Seu Olhar
Como um raio que cai de repente,
Surge você,
Soturno, esguio, misterioso, distante.
Mas belo como sempre
O soar de uma companhia…
O barulho ensurdecedor de um portão.
Uma mão, fria, distante estendida.
Um simples aperto de mão,
Mas parte o coração.
Um passado que renasce
Uma juventude que aflora.
Um sonho que brota.
Como uma semente,
Em vão.
Palavras soltas
Perdidas no ar,
Mas que marcam o coração,
De uma liba a sonhar.
FELICIDADE
AULAS POETICAS
JORNALISTA FÁTIMA SOARES
FELICIDADE É O ENCONTRAR
SENTIR SEUS LÁBIOS NOS MEUS
SEU CORPO, NO MEU CORPO.
O BRILHO DE SEU OLHAR.
FELICIDDE É OUVIR SUA VOZ,
SEU SORRISO ME AFAGAR.
SER BUSCADO POE VOCÊ.
SENTIR VOCÊ SE REALIZAR.
FELICIDADE É SENTIR SEU CHEIRO
SUAS MÃOS ME AFAGAR.
A NUDEZ DE SEU CORPO
SUAS PINTINHAS
NÃO CANSO DE CONTAR.
FELICIDADE É O ORGASMO DA VIDA.
É LAMBUZAR.
OUVIR SEU GEMIDO,
AMAR, AMAR, AMAR.
FELICIDADE É ADORMECER NO SEU SONO.
PENSAR E PENSAR,
NA IMENSIDÃO DA NOITE,
NO CARRO,NO CLUBE,NO AR.
FELICIDADE É DESLIZAR NO SEU CORPO,
SER SUA FONTE DE DESEJOS
SETIR VOCÊ SE OFEGAR.
ABRAÇAR-ME FORTE.
AMAR.
FELICIDADE É NÃO AMANHECER NOS SEUS BRAÇOS,
MAS SABER QUE ME BUSCA A SONHAR.
É SABER QUE SEU CORPO BUSCA O MEU.
QUE LONGE ESTÁ.
FELICIDADE É O AMOR PROIBIDO
A DOR, O MEDO, DE AO MEU LADO ESTAR.
É O TEMPO QUE PASSA,
E VOCÊ NÃO VEM,
MAS SONHA ME AMAR.
FELICIDADE É SENTIR-ME AMADA
MESMO RENEGADA.
SER SEU CASO OU SUA NAMORADA.
É NÃO TER VOCÊ
MAS O AMAR.
FELICIDADE É CORRER,
SORRIR, CANTAR.
É AMAR VOCÊ,
MEU ETERNO APAIXONADO.
FELICIDADE É SER SUA PAIXÃO.
SEU AMOR, SEU NADA.
É SER DE VOCÊ QUALQUER FLOR.
ATÉ MESMO A DO CERRADO.
Amor,fuga ou paixão?
Da palavra nasce o sonho
Do sonho a ilusão
Da ilusão nasce tudo
Amor fuga ou paixão.
Paixão que nasce de um passado distante
De um adolescente maroto
Que se torna maior
Grandioso, frio,calculista,
Mas apaixonante.
Voz de urso
Ações de um leão
Corpo de uma estatueta,
Mas não deixa de ser
Simplesmente apaixonante.
Depressão
Deus, oh! Deus!
Aonde vou?
Não sei.Busco saída,
Por uma vida, sonhei.
Deveres, direitos,
Eu os terei?
Deveres?Sempre tive.
Direitos, jamais alcancei.
Onde estou?
No fundo, não sei,
Ouço apenas palavras,
Palavras que amei.
Sonhar, porquê não?
Realizar?Não realizei.
Mas o confesso,
Fui feliz, pois amei.
Aulas poéticas
Cantei, dancei, projetei.
Sonhei…
Aulas belas,darei.
Mas não dei.
Sorrisos, abraços, beijos.
Recebi e dei,
Mas objetivos,
Será que alcancei?
Aprovações, reprovações.
Com certeza os terei.
Compreensão, amor, carinho.
Perdi-os no tempo
Não sei.
Sucesso é um sonho
Comigo sempre os levarei,
Perde-lo para quê?
Se ainda perambulo.
Até um dia.
Quando?
Bem sei.
Projeto de aluno
O desenvolvimento chega
O professor que fica perdido no tempo.
Os alunos avançam, mas o quê fazer?
Barulho, batidas, gritos, bombas.
É ensurdecedor.O professor para, olha, entristece.
Nada a fazer.O tempo passou…
Reciclagem, castigos, ameaças,
Nada…tudo igual.
Os dias vãos e vêm
A disciplina piorou.
Os órgãos públicos passam a bola para o professor.
O professor de mão em mão.
Mas o gol furou.
Indiferença
Um alô frio, distante.
Meu coração palpita forte,
O sangue sob as Facas,
Mas logo tudo fica frio
A chuva cai lá fora.
E a indiferença vem
Um ser pede socorro
Em vão,
Mas sei, que não.
Arrogante, apenas se distancia.
O tempo o deixara assim
Indiferente.
Sua alma pede paixão,
Seu corpo ardor,
Mas a vida razão.
Gilliard
Sorriso triste
Olhos vazios
Comportamento agressivo
O quê fez com você
Um bebê lindo, com certeza foi.
Seus primeiros passos
Seu balbuciar encantador
Hoje um adolescente encantador
Hoje um adolescente em ardor
Onde você se perdeu?
Onde levaram seus sonhos?
O porque desse vazio
Não sei…
Não se acerta
Esta fase já passou
Mas e o futuro
O que lhe reservou?
Solidão
Na escuridão do quarto
Versos surgem sem parar
São declamações de amor
Perdidas no ar.
Nunca as direi
Dize-las para quê?
A virgem dos lábios de mel
É forte; sem par.
Perde-lo jamais
Mesmo distante
Sozinha, hei de amar.
Silenciosa sem par.
Silencio dos pássaros
É o farfalhar das folhas
A brisa suave
Torrentes de luz
As primeiras estrelas a brilhar.
O tempo passa
Palavras que fazem estremecer
Um coração que agita
Uma noite que chega
Deus criou o homem
A ele o poder de amor
Mas ao poder este amar
Pássaros a silenciar
Saudade
No silenciar da saudade
Apenas o zumbido dos motores
O ladrar dos cães
Algo canta mais alto
O coração que palpita
Estranho,sedento de amor
A lagrima que roa silenciosa
Na escuridão
Um coração que chama
Turbilhão de idéias
Saudade do primeiro olhar
Da ultima palavra que ficou.
Eztiel
Recostado no banco do carro
Um corpo inerte fita o infinito
O azul do céu
O ultimo vôo dos pássaros
No toca fitas uma musica
Que chama por um anjo
Onde estará ele,Ezetil
Meu protetor?
Como dói, amar.
É forte, é sublime.
Sonhar, suplicar.
Um olhar, apenas.
Com o brilho fugaz.
Vazio
Mais um dia que se finda e com ele a busca infinita pela felicidade que escorre entre os dedos e rola pela terra inerte e sombria.
O quê os seres fazem nesse universo?
Lágrimas,decepções,dores,sorrisos,falsidades tudo,nada.
O apagar do brilho do olhar.
A noite que vai e esperança nasce em um novo dia e que rotineiramente morre.
O que é viver?
O que construir?
O que é ter?
O que é não ter?
Estender a mão para a dignidade e ver a trapaça a sua volta,a traição, a ganância .
O vazio consome a alma e a morte apaga tudo.
Mas ela dá medo.
Como será o mundo sem mim?
Tudo continuará imponente e belo.
As flores do cerrado com o mesmo perfume.
O sorriso cobrirá a lagrima com o tempo.
A evolução continuará.
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