Poesias

Aulas poéticas

1ª Edição

Ano 1997

Autora

Jornalista Fatima Soares (Fatima Maria de Jesus Chaves Horta)

 

Seu Olhar

 

Como um raio que cai de repente,

Surge você,

Soturno, esguio, misterioso, distante.

Mas belo como sempre

 

O soar de uma companhia…

O barulho ensurdecedor de um portão.

Uma mão, fria, distante estendida.

Um simples aperto de mão,

Mas parte o coração.

 

Um passado que renasce

Uma juventude que aflora.

Um sonho que brota.

Como uma semente,

Em vão.

 

Palavras soltas

Perdidas no ar,

Mas que marcam o coração,

De uma liba a sonhar.

 

 

Amor,fuga ou paixão?

 

Da palavra nasce o sonho

Do sonho a ilusão

Da ilusão nasce tudo

Amor fuga ou paixão.

 

Paixão que nasce de um passado distante

De um adolescente maroto

Que se torna maior

Grandioso, frio,calculista,

Mas apaixonante.

 

 

Voz de urso

Ações de um leão

Corpo de uma estatueta,

Mas não deixa de ser

Simplesmente apaixonante.

Depressão

 

Deus, oh! Deus!

Aonde vou?

Não sei.Busco saída,

Por uma vida, sonhei.

 

Deveres, direitos,

Eu os terei?

Deveres?Sempre tive.

Direitos, jamais alcancei.

 

Onde estou?

No fundo, não sei,

Ouço apenas palavras,

Palavras que amei.

 

Sonhar, porquê não?

Realizar?Não realizei.

Mas o confesso,

Fui feliz, pois amei.

 

Aulas poéticas

 

Cantei, dancei, projetei.

Sonhei…

Aulas belas,darei.

Mas não dei.

Sorrisos, abraços, beijos.

Recebi e dei,

Mas objetivos,

Será que alcancei?

 

Aprovações, reprovações.

Com certeza os terei.

Compreensão, amor, carinho.

Perdi-os no tempo

Não sei.

 

Sucesso é um sonho

Comigo sempre os levarei,

Perde-lo para quê?

Se ainda perambulo.

Até um dia.

Quando?

Bem sei.

 

 

 

 

Projeto de aluno

 

O desenvolvimento chega

O professor que fica perdido no tempo.

Os alunos avançam, mas o quê fazer?

 

Barulho, batidas, gritos, bombas.

É ensurdecedor.O professor para, olha, entristece.

Nada a fazer.O tempo passou…

 

Reciclagem, castigos, ameaças,

Nada…tudo igual.

Os dias vãos e vêm

A disciplina piorou.

 

Os órgãos públicos passam a bola para o professor.

O professor de mão em mão.

Mas o gol furou.

 

 

Indiferença

 

Um alô frio, distante.

Meu coração palpita forte,

O sangue sob as Facas,

Mas logo tudo fica frio

A chuva cai lá fora.

 

E a indiferença vem

Um ser pede socorro

Em vão,

Mas sei, que não.

Arrogante, apenas se distancia.

 

O tempo o deixara assim

Indiferente.

Sua alma pede paixão,

Seu corpo ardor,

Mas a vida razão.

 

Gilliard

 

Sorriso triste

Olhos vazios

Comportamento agressivo

O quê fez com você

 

Um bebê lindo, com certeza foi.

Seus primeiros passos

Seu balbuciar encantador

Hoje um adolescente encantador

Hoje um adolescente em ardor

Onde você se perdeu?

Onde levaram seus sonhos?

O porque desse vazio

Não sei…

 

Não se acerta

Esta fase já passou

Mas e o futuro

O que lhe reservou?

 

Solidão

 

Na escuridão do quarto

Versos surgem sem parar

São declamações de amor

Perdidas no ar.

 

Nunca as direi

Dize-las para quê?

A virgem dos lábios de mel

É forte; sem par.

 

Perde-lo jamais

Mesmo distante

Sozinha, hei de amar.

Silenciosa sem par.

 

Silencio dos pássaros

 

É o farfalhar das folhas

A brisa suave

Torrentes de luz

As primeiras estrelas a brilhar.

 

O tempo passa

Palavras que fazem estremecer

Um coração que agita

Uma noite que chega

 

Deus criou o homem

A ele o poder de amor

Mas ao poder este amar

Pássaros a silenciar

 

Saudade

 

No silenciar da saudade

Apenas o zumbido dos motores

O ladrar dos cães

Algo canta mais alto

 

O coração que palpita

Estranho,sedento de amor

A lagrima que roa silenciosa

Na escuridão

 

Um coração que chama

Turbilhão de idéias

Saudade do primeiro olhar

Da ultima palavra que ficou.

 

Eztiel

 

Recostado no banco do carro

Um corpo inerte fita o infinito

O azul do céu

O ultimo vôo dos pássaros

 

No toca fitas uma musica

Que chama por um anjo

Onde estará ele,Ezetil

Meu protetor?

 

Como dói, amar.

É forte, é sublime.

Sonhar, suplicar.

Um olhar, apenas.

Com o brilho fugaz.

MARIA ,MARIA

LIVRO:

AULAS POÉTICAS

FATIMA SOARES

 

BELA NO OLHAR

SOBERBA NO ANDAR

PURA NO CORAÇÃO

MEIGA A SONHAR

 

MARIA MULHER

MARIA MÃE,

MARIA AVÓ

NELA UM ENCANTAMENTO

O DE AMAR.

 

ELA SE FOI…

MAE NUNCA LONGE ESTÁ

POIS SUA BELEZA DE MULHER

SEMPRE A VIDA MARCARÁ.

 

Mãe

 

PORQUE PARTIU?

QUANTA FALTA VOCÊ ME FAZ

OS PAIS DEVERIAM SER ETERNOS

POIS SÓ BEM ELE NOS TRAZ.

 

O PROCURO EM CADA ROSTO

O VEJO EM CADA OLHAR

OUÇO SUA VOZ EM TODAS AS VOZES

MAS NUNCA MAIS O CONSEGUI ENCONTRAR.

 

NOVO,VELHO

NEGRO,BRANCO

ES O SUSTENTÁCULO FAMILIAR.

AO PERDÊ-LO PERDEMOS TUDO

É UM VAZIO QUE SEMPRE PERMANECRÁ.

 

AUTORIA

 

JORNALISTA

FATIMA SOARES

 

Natal

 

Autora:

Jornalista Fatima Soares

 

Algo divino está no ar

A chuva cai torrencialmente

É um vai e vem

Todos buscam agradar

 

Eu busco em todos

O que lhe ofertar

Estou feliz

Tenho você

Mesmo sem me amar

 

Neste natal,acreditei em Papai Noel

Você me ligou

As renas me levaram pró ar

No natal que vem,nem sei

Talvez,nem mesmo o terei

Sem me amar.

 

A felicidade vem

Quis sempre a todos ofertar

Mas a mim…

Este direito quase seria negado

Se eu não tivesse a luz a de seu olhar

Sem me amar.

 

A felicidade vem

Quis sempre a todos ofertar

Mas a mim…

Este direito quase seria negado

Se eu não tivesse a luz a de seu olhar

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